Quem é Marcelo Barbosa
Marcelo é um guitarrista de Brasília que construiu a carreira entre palco, estúdio e ensino. A página oficial da Ibanez registra Marcelo como artista da marca, ligado a Angra e Almah, e aponta a série RG como modelo usado. A mesma biografia destaca a trajetória de Marcelo desde os 12 anos, a atuação profissional ainda jovem, a fundação do GTR Guitar Institute em 1996, o estudo na Berklee com bolsa integral em 2002 e a entrada no Angra em 2015.
No Angra, Marcelo assumiu uma função difícil: entrar em uma banda com histórico técnico muito forte sem transformar a guitarra em caricatura de outro músico. A leitura mais justa do som de Marcelo é a de um guitarrista de alta consistência. O valor está na limpeza de execução, no controle de afinação, na organização de timbres e na capacidade de tocar repertório complexo com previsibilidade noite após noite.
A história de Marcelo como professor também aparece no jeito de tocar. O perfil não é de um guitarrista que depende de ruído, excesso de saturação ou caos de palco. Marcelo soa mais metódico: ataque claro, escolha de notas organizada, base firme e lead com volume controlado. Para quem toca, essa é a parte mais útil da página: entender como um setup de metal progressivo precisa revelar a mão do músico, não esconder imprecisão.
A mB Guitar Academy reforça esse lado didático ao apresentar Marcelo como professor com mais de 25 anos de experiência e mais de 20 mil alunos. Esse contexto importa porque ajuda a explicar por que o timbre de Marcelo tende a ser funcional e direto. A guitarra precisa responder rápido, manter afinação e funcionar em volume de banda, mas o centro continua sendo execução, estudo e controle.
Estilo e timbre
O timbre de Marcelo no Angra fica no território da guitarra moderna de metal progressivo: ganho firme, mas sem sobra exagerada; médios suficientes para aparecer entre baixo e bateria; ataque rápido para bases técnicas; e lead com sustain sem salto de volume descontrolado. É um som mais limpo do que barulhento.
A escolha por instrumentos da família Ibanez faz sentido nesse contexto. A RG é uma plataforma de superstrato associada a 24 trastes, acesso confortável, escala longa e resposta rápida, características que combinam com bases rápidas, harmonias e solos de repertório progressivo. Marcelo precisa de uma guitarra que acompanhe a mão direita e a afinação, não de um instrumento vintage demais ou solto demais.
O que separa Marcelo de uma leitura genérica de metal é a disciplina. Cordas em bom estado, palheta consistente, cabo confiável e timbres nivelados importam tanto quanto amp ou captador. Em músicas do Angra, o som precisa alternar base, lead, clean e harmonia sem parecer que o guitarrista trocou de universo a cada seção.
Guitarras
Ibanez RG
Família de superstratos da Ibanez com escala 25.5", acesso profundo aos últimos trastes, versões de 24 trastes, configurações HH ou H-S-H conforme o modelo, e ponte fixa ou tremolo dependendo da linha. É a referência central de Marcelo nas fases Angra e Almah.
Ibanez QX52
Headless de 6 cordas da série Q. Corpo de okoume, braço Parallel Wizard em roasted maple/bubinga, escala de ébano, 24 trastes jumbo inox, ponte Mono-Tune e captadores Q58 em configuração HH. Aparece em review de Marcelo no próprio canal.
Ibanez QX527PB
Headless de 7 cordas da série Q. Top de poplar burl sobre corpo de okoume, braço Parallel Wizard-7 em roasted maple/bubinga, escala roasted birdseye maple, 24 trastes jumbo inox, ponte Mono-Tune e captadores Q58-7 HH. Registrada em review de Marcelo.
Amplificadores
Kemper Profiler
Plataforma de profiling/modelagem usada por Marcelo em conteúdo próprio sobre presets MB Kemper. Funciona como rig programável para armazenar timbres de base, lead e clean com volumes nivelados. Em contexto de Angra, a vantagem é repetibilidade de palco e troca rápida entre sons.
Cordas e acessórios
Cordas Elixir
Cordas revestidas associadas a maior durabilidade de brilho e ataque. Em repertório técnico, ajudam a manter resposta mais estável entre bases limpas, bends e passagens com ganho, reduzindo a tendência de compensar corda velha com excesso de drive.
Dunlop / Santo Angelo / GruvGear
Conjunto de suporte para palco e estudo: palhetas Dunlop, cabos Santo Angelo e acessórios GruvGear. Palheta muda ataque, cabo muda ruído e organização muda confiabilidade. Em high-gain, esses detalhes aparecem mais do que parecem.
Setup atual
O setup de Marcelo Barbosa deve ser lido como um sistema de precisão para metal progressivo: guitarras Ibanez de resposta rápida, um rig programável como Kemper para organizar clean, base e lead, cordas com ataque estável e acessórios confiáveis para reduzir ruído e inconsistência de palco.
A página evita transformar cada vídeo em lista definitiva de compra; só entram como equipamento central os modelos e sistemas com fonte direta ou documentação pública consistente.
Como chegar perto do som de Marcelo Barbosa
As opções abaixo são maneiras de chegar perto desse tipo de resposta sem precisar comprar exatamente o mesmo equipamento de Marcelo. Em cada faixa de preço, o card mostra o que se aproxima e o que muda.
Guitarra principal
3 caminhosA referência é uma RG de nível profissional: braço rápido, construção estável, boa afinação e resposta clara para base e lead. É a escolha mais coerente quando o objetivo é tocar repertório técnico do Angra sem o instrumento virar obstáculo.
Mantém a lógica da família RG com custo menor. A diferença costuma aparecer em acabamento, ferragens e captadores, mas a ergonomia de superstrato e o acesso aos trastes continuam próximos do que importa para estudar Marcelo.
A linha GIO preserva a ideia de superstrato Ibanez com resposta rápida e humbucker na ponte. A construção é mais simples e pode pedir upgrade de captação/regulagem, mas já entrega uma base coerente para estudar palhetada, afinação e acesso ao repertório técnico.
Rig programável
3 caminhosA referência entrega presets organizados, troca rápida de sons e consistência entre ensaio, palco e gravação. Para repertório longo, essa repetibilidade é tão importante quanto o timbre isolado do amp.
A alternativa preserva a ideia principal: base, lead e clean em patches separados, com volume nivelado. A perda está em refinamento de modelagem e resposta, mas o usuário já consegue aprender organização de palco e controle de timbre.
Aqui o foco não é reproduzir a profundidade de um Kemper, mas manter a disciplina de patches: clean, base e lead com volumes coerentes. Para estudar Angra, essa organização já evita o erro comum de ter um som de base baixo e um lead alto demais.
Cordas e sinal
3 caminhosA referência cobre três pontos discretos, mas importantes: ataque das cordas, confiabilidade do cabo e consistência da palheta. Em high-gain, esses detalhes aparecem como menos ruído, melhor afinação percebida e resposta mais previsível.
Mantém a função principal com marcas fáceis de encontrar: corda com ataque estável, cabo confiável e palheta consistente. A diferença está mais em durabilidade e sensação do que em mudar radicalmente o timbre.
A opção acessível ainda preserva o essencial: corda nova, cabo silencioso e palheta previsível. Para high-gain técnico, isso é muito melhor do que tocar com corda morta, cabo ruidoso e palheta mole.
Timbres analisados
Fontes citadas
Cada equipamento desta página vem de uma das fontes listadas abaixo.
- Site oficialAcessar →Ibanez - Marcelo Barbosa artist pageIbanez
- Site oficialAcessar →Marcelo Barbosa - site oficialMarceloBarbosa.com.br
- Site oficialAcessar →mB Guitar Academy - Marcelo BarbosamB Guitar Academy
- VídeoAcessar →Ibanez QX52 - Review, Marcelo BarbosaMarcelo Barbosa / YouTube
- VídeoAcessar →Ibanez QX527PB - Review, Marcelo BarbosaMarcelo Barbosa / YouTube
- VídeoAcessar →Presets MB Kemper - Marcelo BarbosaMarcelo Barbosa / YouTube